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Aposentado reproduziu trecho da Estrada de Ferro Leopoldina em sua residência

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A vontade de ter as boas lembranças de infância sempre vivas fez com que o técnico em telecomunicações aposentado Sebastião Faria Camargo, 60 anos, construísse, dentro da própria casa, uma maquete que reproduz um trecho da Estrada de Ferro Leopoldina. A via férrea era utilizada na década de 1960 para transportar café e também passageiros, e foi responsável pelo desenvolvimento econômico de boa parte da Região Sul do Estado.

Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Camargo é filho e sobrinho de ferroviários: a mãe foi telegrafista, e o pai, fiscal de trem. “Boa parte da minha família vivia disso. Meus tios eram maquinistas. Na época, lá pela década de 60, eu não tinha com quem ficar nas férias e meu pai me colocava no trem, para andar com ele. São lembranças muito boas. É o cenário da minha infância reproduzido em miniatura”, relata, emocionado.

A maquete ferroviária de Camargo tem aproximadamente 8 metros quadrados de área construída. No total, são 11 locomotivas – uma produzida na China e dez no Brasil – e 55 vagões, sendo 33 de carga e 22 de passageiros. Sobre os trilhos, correm réplicas de máquinas ferroviárias conhecidas, como a G12, comandadas por controles que aumentam e diminuem a velocidade e até mudam a direção dos pequenos trens.

“A máquina produzida na China eu comprei pela internet, de uma loja de São Paulo mesmo. As outras, que são produzidas em Ribeirão Preto (SP), eu encontro em uma loja em Vitória. É engraçado, porque o comerciante é de outro ramo. Acho que sou o único cliente que procura os trenzinhos quando vou lá”, diverte-se.

Na produção da maquete, o aposentado usou materiais como madeira, grama sintética, EVA (borracha) e ferro. As instalações elétricas também ficaram por conta de Camargo, que acredita ter dispensado três meses na montagem dos 54 metros lineares da “miniferrovia”.

“Muitos brincam dizendo que é coisa de doido, porque é difícil encontrar alguém que seja tão interessado pelo sistema ferroviário, porque infelizmente é algo sucateado por aqui. É comum achar apaixonados por carros, aviões… Mas são os trens que me trazem as memórias boas de infância. Quando venho aqui mexer, limpar ou acrescentar alguma coisa, é como se voltasse aos momentos bons de quando era criança”, conta.

E os planos de Sebastião ainda não terminaram. Ele pretende, até o fim do ano, deixar o projeto ainda mais rico em detalhes. “Ao fim da expansão, acredito que tudo some cerca de 13m2. Sei que depois meus netos vão dar continuidade a isso, porque também são encantados”, conclui, orgulhoso.

Fonte - TV Gazeta do Espirito Santo, com colaboração de Mariana Perim, do jornal A Gazeta.



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