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Conhecendo o DCC – Digital Command Control

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Você já imaginou um dia em controlar todas as locomotivas de sua maquete utilizando um único comando, sendo que cada uma possa trafegar com velocidade e sentido oposto no mesmo trilho ( sim, indo inclusive cada uma em sentido contrário, pronta para colidir frente a frente ) ?

Com esse sistema digital, é possível controlar em cada locomotiva a aceleração, velocidade máxima, desaceleração, luzes, gerador de fumaça, apito, sino, som do motor, engates. etc em qualquer momento e em qualquer local seu do circuito.

Toda a instalação elétrica de sua maquete pode ser realizada utilizando apenas um par de fios entre o controlador e os trilhos ( sem utilizar interruptores para cortar energia de trechos de linha, chaves reversoras, trilhos isolados, controle de AMV ( desvios ), sinais, etc e se quiser pode controlar tudo isso através de um.

Tudo isso tornou-se possível com a utilização do sistema digital, mais conhecido como DCC – Digital Command Control.

Como funciona

O sistema funciona através de um conjunto eletrônico que fornece para os trilhos uma voltagem constante de 14/16 V.

Em cada locomotiva, deve ser instalado um decoder ( Placa de Circuito Integrado miniaturizada ) para que a mesma funcione independentemente.

Esse decoder possui vários parâmetros de configuração que são programáveis pelo usuário, sendo que alguns já vem pré-programados de fábrica.

Para cada decoder será programado um endereço para que o mesmo responda as informações emitidas pelo controlador ex.: uma locomotiva a vapor será programada para ter endereço nº 1, a diesel n° 2, uma de manobras nº 5, uma elétrica nº 12 etc. ( dependendo do tipo do conjunto digital, pode-se programar até 9999 locomotivas ).

Digita-se então no controlador o numero da locomotiva que quer operar ( ex. nº 5 ) e a mesma já começa a responder aos comandos de velocidade, direção, luzes, etc. Repete-se o mesmo para as outras locomotivas e com o mesmo controlador V. pode operar todas as suas máquinas com velocidade, sentido, aceleração,luzes, etc. independentemente.

Opcionalmente, pode-se ligar cada acessório ( AMV, sinais, luzes, motores, etc. ) a um decoder para ser controlado digitalmente pelo mesmo ou outro controlador .

Componentes

A seguir será explicado como funciona cada componente de uma central digital.

Existem diversos sistemas à venda no mercado, sendo que alguns podem conter no mesmo aparelho o CONTROLADOR MANUAL ( ACELERADOR ), ESTAÇÃO DE COMANDO, ESTAÇÃO DE FORÇA ( BOOSTER ) e TRANSFORMADOR, e em outros esses componentes vem em unidades separadas ( pode-se comparar essa arquitetura como num sistema de som no qual ou você compra um receiver que vem incorporado um tuner, pré-amplificador e amplificador de força ou você compra tudo separado ).

– Controlador Manual ( Acelerador )

Tem a função de controlar na locomotiva a velocidade, direção, funções ( ex. luzes, gerador de fumaça, apito, sino, som do motor, engates, etc ) das locomotivas.

Também serve para programar todos os parâmetros individuais em cada locomotiva, tais como endereço, aceleração, frenagem, luzes, som, etc

Geralmente possuem um botão redondo no qual pode-se controlar a aceleração, diversos botões, dentre os quais f, f1, f2, f3 e f4 e alguns controladores mais sofisticados possuem um visor de cristal liquido no qual pode-se acompanhar e observar os parâmetros programados.

Pode-se utilizar e ligar um ou mais controladores na estação de comando.

– Estação de Comando

É o cérebro do sistema, onde toda a informação é processada. Recebe a informação do controlador manual e após processá-la envia para os decoders instalados nas máquinas ou acessórios. Nele também pode ser ligado um ou diversos controladores manuais.

– Estação de Força ( Booster )

Pode-se definir como sendo o amplificador do sistema de som. Sua função é amplificar o sinal emitido pela estação de comando para que o mesmo chegue aos decorders instalados. Quanto maior o número de decorders utilizados ( número de locomotivas, acessórios, AMV, sinais, etc ) maior deve ser a potencia deste booster.

Dependendo do tamanho do circuito e decorders utilizados, devido a limitação da potencia destas estações de força, pode-se e deve-se usar outras adicionais, dividindo-se o circuito em zonas independentes.

Alguns fabricantes acrescentaram neste equipamento diversas configurações, dentre as quais pode-se destacar:

a) Pode-se alterar a voltagem de saída dependendo da escala a ser utilizada;

b) Informação para a estação de comando quando ocorre curto circuito;

c) Proteção contra curto circuito, sobre carga de corrente ou térmica, desligando o aparelho automaticamente;

d) Funciona em DC ou AC ( sistema Marklin ).

– Transformador de Corrente AC/DC

É o um transformador de AC 120/220 V para 14/16 V DC.

Decoder

O decoder é o componente que recebe o sinal processado pela estação de comando. Existem dois tipos de decoder: o de locomotiva e de acessórios.

– Decoder de Locomotiva

Esse decoder irá receber ( pelo trilho ) o sinal processado pela estação de comando e responderá as informações do usuário, no que se refere a aceleração, direção, funções, etc.

Atualmente a maioria das locomotivas já são fabricadas com um encaixe tipo fêmea para que se instale o decoder ( sistema plug and play ) sendo necessário apenas remover a carcaça da máquina para poder ter acesso ao local de instalação.

Esse encaixe pode ser de 3 tipos, de acordo com a NMRA:

– Tipos de Plug

Esse encaixe pode ser de 3 tipos, de acordo com a NMRA:

a) pequeno com seis pinos ( geralmente utilizado nas escalas Z e N );

b) médio com 8 pinos ( utilizado nas escalas N, HO e G;

c) grande com 4 pinos (utilizado nas escalas G )

Deve-se verificar a posição correta da instalação do plug do decoder, pois caso seja instalado de forma invertida, a máquina não funcionará corretamente.

– Cores dos Fios

Caso a locomotiva não venha preparada para a instalação dos decoder ( com pino tipo fêmea ) pode-se instalar respeitando as cores de acordo com a norma da NMRA:

1) laranja: motor;

2) cinza: motor;

3) vermelho: alimentação do trilho;

4) preto: alimentação do trilho;

5) azul: comum das luzes;

6) amarelo: luz traseira;

7) branco: luz dianteira;

8) verde: acessório opcional;

Alguns decoders possuem um fio roxo, para a ligação de um outro acessório.

– Decoder para Acessórios

Esse decoder irá receber o sinal processado pela estação de comando e responderá as informações do usuário no que se refere ao controle de todos os acessórios elétricos da maquete tais como AMV ( desvios ), sinais, semáforos, luzes, motores, bloqueio de linha, etc.

Existem diversos tipos de decorder conforme o acessório a ser ligado:

1) acionar luzes e motores ( sinal continuo );

2) AMV e semáforos ( sinal de pulso ) ;

3) detetores magnéticos ou ópticos de locomotivas instalados no circuito para bloqueio de linha;

Compatibilidades

Algumas locomotivas com decoder podem rodar no sistema analógico DC mas não se pode utilizar as funções, que só podem ser comandadas digitalmente

Pode-se então fazer a transição de um sistema analógico para um digital por etapas, utilizando em uma maquete os dois sistemas simultaneamente, isolando os dois pólos dos trilhos entre os dois sistemas.




4 comentários para “Conhecendo o DCC – Digital Command Control

  1. Filipe

    Os decoders vem junto com kit de controle DCC que vemos nas lojas? Ou temos que comprar separadamente? É caro?

  2. MARCIO ANTUNES GUIMARAES

    TENHO DUVIDAS TENHO 3 LOCOMOTIVAS DESDE EPOCA DA FRADECCHI TENHO QUE COMPRAR 1980 TENHO QUE COMPRAR JUNTO COM DCC /DECODER PARA AS MAQUINAS FUNCIONAREM .

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