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Cultura ferroviária conquista adeptos por ferreomodelismo no Vale

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A cultura ferroviária, que foi a base do desenvolvimento do Vale do Paraíba, conquistou adeptos por ferreomodelismo. Um dos hobbys mais antigos do mundo praticado por colecionadores de miniaturas de transportes ferroviários.

A atividade faz parte da vida dos amigos Celso de Abreu e Silva Sobrinho e Carlo Bacchiocchi há sete anos em São José dos Campos. A coleção de Sobrinho, de 62 anos, impressiona. Cerca de 200 locomotivas e 200 vagões estão expostos em um cômodo da sua residência.

“Ganhei um kit básico (uma locomotiva e três vagões) do meu filho em 2009 e depois não parei mais de colecionar. Já comprei vagão repetido, pois não lembrava que eu tinha”, conta Sobrinho, que é arquiteto. Ele ressalta que seu filho sempre foi seu grande incentivador e até já o presenteou com chapéu de maquinista.

Celso de Abreu exibe sua coleção de trens com seu chapéu de maquinista

Celso de Abreu exibe sua coleção de trens com seu chapéu de maquinista

Espaço. O colecionador tem planos de mudar para um lugar maior e ampliar sua maquete.  “O grande problema desse hobby é o espaço. Eu agradeço por ter a coleção dentro de um apartamento, mas eu penso em ter uma maquete de quatro metros de reta em breve”.

Seu amigo, o engenheiro civil Carlo Bacchiocchi Júnior, 60 anos, disse que a admiração pelos trens surgiu à primeira vista. “Foi coisa de dois minutos. Eu já perdi a conta de quantas peças eu tenho. Tudo isso é uma curtição. É um universo que não acaba mais”.

Ele lamenta o fim do transporte ferroviário no Brasil. “Todos os países que se desenvolveram tem uma malha ferroviária forte. Nós ficamos para trás”, afirmou.

Produção.
Fundada em 1967, a Frateschi Trens Elétricos, de Ribeirão Preto, é a única fabricante da América Latina de trens em miniaturas e réplicas de composições reais.

De toda a produção da empresa, 25% têm como destino o interior de São Paulo, para clientes como Celso e Carlo que já possuem uma vasta coleção da marca.

“É um produto comercializado por uma classe que valoriza a história da classe ferroviária e opta por um hobby de maior contemplação”, afirmou o diretor da empresa, Lucas Frateschi. “A cultura não ajuda, mas é um mercado cativo. As pessoas tem uma relação de emoção com os produtos. É o objeto de desejo deles”, completou o executivo.

Fonte – Portal “O Vale” – Danilo Alvim
Fotos de Claudio Vieira 




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