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Ferreomodelismo: uma paixão que atravessa gerações

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A chegada do Natal é um momento especial em todo o mundo. A data proporciona integração entre familiares e amigos, e atividades em conjunto são uma ótima opção para a celebração da data. O “ferreomodelismo” é um hobby que reúne a família em momentos de descanso, lazer e interação. Não é possível precisar exatamente quando surgiu o primeiro modelo em miniatura de uma locomotiva ou vagão, mas certamente desde o advento da ferrovia na Europa. Os primeiros trens em pequena escala foram construídos por relojoeiros alemães entre 1850 e 1856, utilizando mecanismos de corda, que encantava adultos e crianças em momentos de diversão durante o inverno.

No Brasil fica a única fábrica de trens elétricos da América Latina, a Frateschi Trens Elétricos, localizada em Ribeirão Preto (SP) e que há 48 anos se dedica à fabricação de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais. O objetivo da indústria é preservar a memória ferroviária por meio da prática do “ferreomodelismo” e também promover a história e a cultura que envolvem as ferrovias do país.

Uma ótima opção de presente de Natal é o kit “Meu Primeiro Trem Elétrico”. É uma excelente escolha também para os admiradores de ferreomodelismo que ainda não colecionam a modalidade. O kit “Meu Primeiro Trem Elétrico”, produzido pela Frateschi conta com nove modelos de caixas básicas. Cada uma, possui diferentes tipos de locomotivas e vagões. No entanto, todas elas vêm com uma locomotiva, três vagões de carga e/ou passageiros, um metro quadrado de trilhos e um controlador de velocidade e direção.

Na família do professor Adriano Ricardo Ruggero, de Mogi Mirim (SP), o modelismo ferroviário teve inicio no Natal de 1984, quando o seu irmão mais velho Paulo André ganhou uma caixa básica da Frateschi, com uma locomotiva G12 da Fepasa e três vagões. “Meu pai morava em uma casa que ficava ao lado da linha da Companhia Paulista, onde hoje é a cidade de Hortolândia, próxima a uma passagem de nível. Ao crescer, ele foi trabalhar nas oficinas da Companhia Mogiana, em Campinas. Desde criança, quando íamos para a residência dos meus avós, ficávamos admirando o movimento dos trens de perto, quando ainda haviam trens de passageiros”, comenta.

O hobby conquistou toda a família, que já tinha uma forte ligação com as ferrovias. “No ano seguinte meu irmão iniciou o planejamento da construção da maquete. Estimo que ele levou uns dez anos para montá-la, isso somente a parte funcional, sem a decorativa” diz Ruggero.

Por volta de 1997, a maquete foi esquecida, pois Paulo André ingressou na faculdade. O universitário foi fazer estágio, entrou em seu primeiro emprego, mudanças, casou-se e teve seu filho André, hoje com cinco anos. Com tantas transformações, os trens e a maquete ficaram guardados. “O meu sobrinho cresceu e começou a se interessar por trens. Tive a ideia de retomar as atividades da pequena ferrovia, esquecida em nossa casa. Limpei e revisei as locomotivas. Uma saudosa coleção composta por uma G12, uma G22 e uma U20. Com isso, meu pai começou a se interessar pelo assunto novamente, lembrando de seus tempos de ferrovia. Logo adquirimos uma locomotiva a vapor”, recorda Adriano Ricardo Ruggero.

Segundo Ruggero, a coleção familiar é extensa tem um pouco de cada momento da história ferroviária. “Se for pra resumir, o que impera em nossa maquete são as Companhias Paulista e Mogiana, posteriormente a Fepasa e a Rumo”, explica.

“Coloco as locomotivas e os vagões para rodarem na maquete diariamente. É um momento para relaxar e esquecer as preocupações. Quando estamos todos juntos é uma festa. Além do benefício imediato de deixar de lado a correria diária, aprendo muito com o hobby, como, por exemplo, a história das ferrovias, mecânica, normas, arquitetura, engenharia, etc. Conheço pessoas com os mesmos interesses e visito lugares diferentes constantemente. É uma diversão multidisciplinar”, comemora.

Os produtos da Frateschi se destacam no Brasil, e também no exterior, pela precisão dos detalhes originais e pela capacidade de resgatar valores como a interação familiar por meio de uma brincadeira saudável que passa por gerações.

As miniaturas de trens elétricos são produzidas em diferentes escalas. Existem diversas bitolas no mundo, sendo que a mais comum é a de 1453 mm, que dividida por 87, totaliza 16,49mm (16,5mm), na escala HO. A medida é referente à bitola dos trilhos, ou seja, a distância de um trilho ao outro, nessa escala.

O editor deste BLOG tem um amigo e colega em Belo Horizonte (MG) que coleciona miniaturas de trens. Trata-se do jornalista Emílio Camanzi. Por sinal, uma bela e bem organizada coleção.

Fonte - Fernando Siqueira - Blog Tribuna do Norte



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