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Paixão por Ferromodelismo

Paixão por trilhos vira arte em miniatura

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Os trilhos são pequenos e menos resistentes do que os que formavam a antiga malha ferroviária. A paixão por maquetes se transformou em hobby e o ferromodelismo toma atenções de trabalhadores comuns. No Brasil, são mais de 30 clubes e associações de ferromodelismo espalhados pelo Brasil.

O empresário Jeferson Fabiano Rodrigues, 34 anos, descobriu no encantamento do modelismo ferroviário um canal de fuga da rotina de trabalho. “Além de outras atividades artísticas que faço, me identifiquei com o ferromodelismo, pois ele me acalma”, diz.

Rodrigues, que finaliza uma obra da Estação Ferroviária de Jaú, acredita que aprender a arte de maquete com pequenos trilhos é tarefa que exige esforços. Ele se preparou um ano e fez curso de edificações, na Escola Técnica (Etec) de Jaú, a Industrial.

O intento do empresário envolveu também trabalho de campo na estação ferroviária, com imagens. “Além do curso específico, que me ajudou a entender e saber como utilizar escalas, fiz uma pesquisa fotográfica de todos os ângulos da estação”, conta.

A construção da maquete de Rodrigues teve também a participação de um amigo, pioneiro em ferromodelismo. O técnico de equipamento médico hospitalar Ângelo Francisco Pereira, 36 anos, se envolveu no mundo das miniaturas ferroviárias há quase 25 anos. Pereira também adotou o ferromodelismo como hobby para relaxar. “Criar maquetes e miniaturas requer dois itens básicos: tem de ter tempo disponível e cabeça arejada”, explica.

A psicóloga Keila Renata de Oliveira explica que qualquer atividade manual serve como uma verdadeira terapia. “Qualquer hobby ou atividade relaxante é saudável. No caso do ferromodelismo, por exemplo, a atividade é benéfica enquanto a pessoa não se afastar das atividades rotineiras e do convívio social”, diz.

A motivação de Rodrigues para o desenvolvimento das miniaturas vai além do hobby. Ele escolheu o ferromodelismo para estimular a curiosidade das pessoas sobre as antigas ferrovias. “Hoje, há vários encontros de ferromodelistas e sempre participo. Gostaria que a minha obra servisse para que os responsáveis cuidassem melhor e restaurassem as antigas estações.”

Para Rodrigues, as estações ferroviárias de Jaú e região têm potencial para se tornar redutos de arte. “Queria que usassem a estação, que está parada, para alguma coisa. Quem sabe um museu do trem?”, sugere.

Criar maquetes e mini trilhos ferroviários também custa caro. Rodrigues afirma que sua obra está avaliada em mais de R$ 4,5 mil. “O custo é grande, mas ainda é menor que meu desejo de expor e mostrar a todos o que gosto, para que as ferrovias fossem mais valorizadas.

Fonte : Site "Comércio do Jahu







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