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Trilhos Rígidos ou Flexíveis?

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Do bom assentamento dos trilhos depende fundamentalmente a nossa satisfação com a maquete que construímos. O cenário pode ser extremamente bem feito, as construções podem ser réplicas fiéis dos protótipos, podemos ter as melhores locomotivas. Mas se nossos trens rodam mal, em linhas defeituosas, nunca estaremos satisfeitos com o conjunto.

A maioria dos modelistas aprende logo cedo tudo sobre os trilhos rígidos ou seccionais, porque o oval deles acompanha na maioria das vezes o conjunto de trem elétrico que adquirimos. Eles trem uma grande vantagem: são bem mais fácil de assentar. Nunca teremos grandes problemas nas curvas dos traçados, porque suas curvaturas já são pré determinadas.

Esses trilhos, no entanto, tem suas limitações: a perda de contato elétrico devido às várias emendas.
Outra limitação é a geometria rígida que eles impõem nos traçados das linhas. O modelista fica limitado a curvas de raios pré estabelecidos e as retas não podem sofrer a minima variação.

O trilho flexível já possibilita um taçado mais livre. Por outro lado, essa liberdade apresenta também mais oportunidade de erros. Pode-se desenhar uma curva e assentar trilhos com todo o cuidado e ter problemas na emenda dessas curvas. Será preciso planejar muito bem antes, para se ter o menor número possível de emendas em curvas.

Uma grande vantagem das grades flexíveis é que se pode fazer curvaturas suaves, possibilitando a transação mais real das retas para essas curvas. (Veja dicas sobre trilhos flexíveis clicando aqui).

A opção fica por conta de cada um, de acordo com suas conveniências. O que não pode, porém, é alguém sentir-se inferiorizado por usar trilhos. O modelismo ferroviário deve ser, antes de mais nada, motivo de diversão e lazer, E, se alguém optar pelas grades rígidas, sobra ainda o recurso de se misturar os dois tipos: usar os flexíveis nas curvas maiores e mais abertas e os rígidos nas mais apertadas.

A principal e mais importante ferramenta para quem deseja usar somente os flexíveis deve ser a que será usada para cortar os trilhos, quando necessário.
Vários modelistas tem alcançado bons resultados com as serrinhas utilizadas pelos ourives. Outra opção é um alicate de corte no bico. Nesse caso a recomendação é não fazer o uso da ferramenta para cortar outros objetos, mantendo-a sempre afiada e exclusivamente para o corte de trilhos.

Deve-se assentar os trilhos flexíveis sempre a partir de um desvio (AMV) já posicionado. Nas emendas será preciso retirar-se alguns dormentes, fazendo espaço para a colocação das talas de junção. Depois, é só colocar os dormentes, sem as presilhas, sob os trilhos. É aconselhável soldar as talas nas curvas, deixando espaço para a expansão e contração nas retas.

Mais algumas recomendações: usando trilhos flexíveis, evite construir todas as curvas com o mesmo raio. Não se preocupe também em misturar trilhos de latão com os de níquel, pois ao pintar-se os trilhos, fica exposta somente a superfície, e a diferença entre os dois materiais quase não é percebida.

Por ultimo lembre-se de nunca trabalhar apressadamente. Não é necessário assentar-se todos os trilhos da maquete de uma vez só. Curta o trabalho que aliás nem deveria ser chamado como tal, pois estamos tratando de um hobby, um passatempo onde nunca deve haver pressa.

Fonte - Revista Trens & Modelismo - Volume 5







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